sábado, 27 de novembro de 2010

Ciência no século XIX e o Frankenstein

No Século XIX foi quando várias inovações foram sendo descobertas. Pode ser até conhecido como o século das Ciências, pois tudo que o homem conhecia foi sendo modificado e o que antes se pensava impossível, se tornava cada vez mais verdadeiro. Foi nessa época, por exemplo, que Darwin fez seus estudos sobre as células e como acontecia a evolução das espécies. Durante esse período também aconteceram estudos e avanços na física, como a termodinâmica e a eletricidade, na Medicina foram descobertas vacinas contra doenças que antes eram consideradas incuráveis.
    Percebe-se que mudança era o que não faltava e a cabeça do homem também mudava com tudo isso. Já se contestava o jeito que as pessoas viviam e o que os homens deviam buscar para evoluir ainda mais. A Psicologia e a Sociologia começaram no século XIX onde o homem já busca entender ele mesmo e o papel dele neste mundo. As nações começaram a investir em instituições que buscassem aprofundar estudos nas mais diversas áreas para ficarem cada vez mais evoluídas. 
    Essa época é o que podemos chamar de Revolução Industrial que é conhecido como um período de ascensão de conhecimento no mundo. A Ciência passou a despertar o interesse das mais diversas pessoas e foi nessa época que foi criado o termo ‘cientista’. A vida dos homens que viveram nesse período mudou muito da vida que antes eles viviam, já não se aceitava dizer que algo acontecia porque era da sua natureza, era preciso buscar a razão de tal acontecimento e visar o que podia ser melhorado até nas coisas mais simples.
    Agora relacionando com o livro Frankenstein de Mary Shelley, a autora consegue passar exatamente o que era vivido na época, o livro fala sobre um cientista que vive no século XIX que passa por um momento em que tantas coisas novas aconteciam e que a religião ainda era forte na vida das pessoas, ou seja, as pessoas não sabiam como encarar tantas novas descobertas. Logo o cientista do livro faz várias experiências até que chega a um ponto que nem sabe o que fazer, pois percebe ter atingido algo antes nunca visto e imaginado, dar vida à morte. O cientista vive o drama de ter ultrapassado o maior dos limites, pois ele se vê desafiando a ciência e a vida que todos conhecem.
    O livro faz assim uma critica ao que a sociedade vivia na época em que foi escrito. Os cientistas depois de tanto inovar e desenvolver coisas antes inimagináveis começam a se achar donos do poder, pensando que já que Deus pode fazer tal coisa, a ciência também será capaz de realizar tal feito. As pessoas passam a pensar que nada seria mais impossível e a autora mostra durante o livro pois o cientista acaba criando vida o que sabemos que somente Deus pode fazer. O cientista da época não quer mais desenvolver coisas que podem ajudar no dia-a-dia, mas sim chegar a um estágio que ele não qualquer um, ele é alguém que tudo pode fazer. A autora mostra com isso o que ela vivia, pois o livro foi escrito no século XIX onde as pessoas estavam extremamente otimistas com as novas descobertas e não viam a hora de ultrapassar limites maiores do que já haviam ultrapassado. 
    No livro, quando Frankenstein vê aonde chegou dando vida à criatura, ele a rejeita já que percebe o quão longe foi e já não sabia mais como controlá-la. Vemos neste momento do livro que antes o cientista estava otimista achando que poderia controlar a vida, dando vida à morte e superando os limites, porém a autora nos mostra que ao ver seu erro o cientista não consegue encará-lo de frente, criticando assim o sentimento que todos viviam na época  em que foi escrito o livro. O livro nos faz analisar as evoluções cientificas que aconteceram no século XIX e nos dias de hoje porque estudos novos estão sempre acontecendo e as pessoas procuram evoluir a Ciência todos os dias, mas até onde isso vai chegar? Pois assim como Frankenstein não consegue controlar sua criatura mesmo tendo dado vida à ela, vários outros cientistas podem chegar longe e não conseguir controlar mais suas experiências.




Autor: Jackson Tavares

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